domingo, 27 de julho de 2014

A metamorfose.

Todo mundo, tudo, e o tempo todo, se transforma.
Isso eh divino.

Em tão pouco tempo eu alcancei mudanças de paradigmas, de conduta, que desejei durante um longo tempo.

O "importante", o "fundamental", por exemplo, são conceitos que mudaram. A ordem das prioridades na lista do mercado mudou também. Meu cabelo e unhas nunca antes na minha história ficaram tão abandonsdinhos, kkkkk, e o incrível eh que eu até me acostumei. Esta semana, finalmente, tudo parece encaixado, adaptado, tem até me sobrado tempinhos aqui e ali....

Viver e metarmofosear constantemente.

Vivamos esse domingão de frio lá fora e calor aqui dentro, no meu coração vermelho purpurinado que dança trance, feliz, feliz.

sábado, 26 de julho de 2014

Vida, em um movimento frenético.

Eu já preparei um bom tanto de material escolar para criancinhas diversas. As aulas começaram. Desta vez preparei material, entre risos e lagrimas. Dessa vez a mãe da vez era eu mesma.
...
E eu pedi ao meu Deus. Na verdade eu pedi também pra os deuses gregos, deusas, divindades, santos, vento, energia, universo, etc, que, se fosse para evolução positiva dos envolvidos, que eu me julgava pronta para realizar um grande sonho e, sendo assim, que se fosse do meu merecimento, que os filhos chegassem.

(Eh tão, mais tão horrível digitar nesse tablet :/  )

Foi tudo rápido, muita coisa importante acontecendo ao mesmo tempo... A partida da Violeta, a chegada das crianças. Os conflitos, naturais, mas nem por isso, fáceis.

Tive, nesses quase 60 dias, gratas surpresas e também surpresas desagradáveis, como a descoberta de que toda a confiança que eu tinha em um grupo de amigas a ponto de revelar todo e qualquer detalhe da minha vida não representava amizade para algumas delas e tão pouco era motivo para ao menos uma atitude madura para comigo. Enfim, foi um bote, inesperado. Mas superei. Simplesmente porque Deus NUNCA erra e considero esses eventos onde mesmo sem querer conheço a verdade de cada um e com isso ocorrem rompimentos, como livramento... Bênção do Universo.

Bom demais da conta mesmo eh que muitas amigas se mostraram mais amigas e muitas outras pessoas boas apareceram no meu caminho. Só tenho a agradecer, né!?

Mas o quero mesmo registrar nesse meu caderno aqui eh o meu espanto com o tanto que a minha vida mudou nesse período. E o mais incrível eh que já nem lembro nitidamente como eh que era antes, rsrsrs, quero dizer, dificil imginar que 3 meses atras eu não imginava minha vida como esta hoje e me pergunto: Que magica eh essa que faz quase real a sensação que os meus pimentas sempre estiveram aqui??


O click.

Então que, de repente, numa noite fria e com lua brilhante, cai a ficha.
Na manhã seguinte seria o primeiro dia de aula. Primeiro dia em que eu levaria na escola duas criancinhas que não me chamam nem de tia, nem de Dedé, mas chamam de mãe. E isso muda tudo. Para sempre.
Era a primeira noite de uma fase de insônia. "Soninha", essa minha insônia de estimação, já me acompanha há mais tempo do que sei lá o quê.... E ela sempre me faz ficar pensando, em tudo, em todos, em cada acontecimento, cada decisão, cada consequência, cada detalhezinho possível ou não. E ela, matraqueira, não dá trégua...
A fase durou dias. Trouxe uma enxaqueca de brinde.
Mas, na "vida real" tudo aconteceu melhor do que o esperado. A escola ewceveu muito bem as crianças, conduzindo a particularidade da situação com naturalidade e carinho. As crianças se entregaram, já tem amiguinhos, estão se empenhando para acompanhar o bonde que pegaram andando. Por serem gêmeos, (e lindos, rs, modéstia a parte), chamam atenção de muita gente.
Fomos, mais uma vez, abençoados, em relação a escola, relativamente pequena, com professora muito dedicada e a equipe toda bem atenta.
...
A ficha caiu. Tudo o que aconteceu desde o dia 28 de abril pra cá voltou a mente.... Muitas emoções e nenhum sono, pelo menos nenhum sono a noite....
Mas a fase veio e foi sem maiores danos, deixando, mais uma vez o sussuro: Fé em Deus e pé na tábua.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Adotando - Os sinais.

Foi assim, clara como a luz do sol.

Eu conversei com meu Deus daqui de dentro com uma franqueza que, creio, nunca tive antes. Confesso.
Eu estava me esvaziando de tudo o que pensava e sentia, e realmente disposta a dar um outro rumo para as expectativas geradas até ali. Eu estava bem cansada em função das coisas naturais da vida quando se é mãe de uma cachorrinha que está muito doente, lutando com todas as forças...

A noite, quase de manhãzinha, sonhei que havia um coreto pequenininho pintado em salmão, clarinho, aqui no quintal, na direção da porta da cozinha. Eu estava lá, fazendo uma meditação, e ia na direção do coreto uma menina, miudinha, de cabelo encaracolado, bem emboladinho, com nuances douradas. Ela se sentava ao meu lado e fazia uma oração comigo.

Comentei com algumas amigas muito especiais sobre o sonho. E passou o dia.

A noite sonhei com um menino deitado na cama de cima de uma beliche, chorando muito, realmente sofrendo. Eu fazia cafuné e simplesmente compreendia a dor dele.
Durante o dia aconteceu que um outro menino, menorzinho, muito sorridente, aparecia no meu campo de visão onde quer que eu olhasse.

Aí chegou o dia 28/05, dia de estréia do marido nos 40'tinha. E estávamos trabalhando, seguia-se a rotina quando o telefone tocou.

No meu papo franco, eu intuí/ pedi que "a senha", a dica, o sinal, seria o número 7. E assim que ouvi o número 7 ao telefone, a certeza tomou conta. Eu não precisava de maiores detalhes, fotos, nada. Já adotei ali mesmo, rsrs. Bom, daí conversamos, ponderamos, conversamos mais e mais, planejamos, e quinze dias se passaram. Os conheci. Voltei sonhando acordada, querendo tudo junto e misturado ao mesmo tempo e pra ontem, de preferência.

Conversamos mais, ponderamos, mais. E nos planejamos, rs. E então que hoje, é a 35a noite de casa cheia, barulhenta, com doces, e produtos da Johnson com cheiro de bebê também, porque não??? rsrsrs


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Adotando - a realização da realidade.

Era uma vez uma criatura sonhadora e romântica, que visualizava dias futuros em tons de rosa com brilhos purpurinados e trilha sonora tranquila, ao fundo, bem discreta. Essa pessoa era eu.
Eu, sonhadora, também tenho a força de ir atrás de tornar os meus sonhos possíveis, pesquiso, minimizo as dúvidas, aprendo o que puder a respeito, confio em Deus que, se for para ser para o bem, progresso e evolução de todos os envolvidos, o sonho será realidade, mais cedo ou mais tarde.
Eu desejei, estudei, me preparei e escolhi ser mãe através da adoção. E queria crescidinhos. E fiz a minha parte. E confiei. E o momento chegou.
...
E foi tudo tão harmonicamente traçado que impossível não ver o Divino nos entremeios.

Eu amo infinitamente os meus filhos-de-rabo, animais de estimação que ocupam e satisfizeram durante muitos anos a função de filhos, legítimos, únicos. Mas eu desejava pra eles, irmãos humanos, crianças, ardidas, espoletas, curiosas, pimentinhas. Bom, animais vivem menos. Eles cumprem o estágio do amor antes de encarnarem, vem nos ensinar e partem, rapidamente. Violeta, minha filhota pintada, partiu, já haviam se passado 10 dias com as crianças aqui.
Foi sofrido, foi confuso, eu, o Gé, os vets, tentamos de tudo, alimentação líquida de hora em hora, hemodiálise em outra cidade, tudo...
Durante a fase crítica da doença eu conversei francamente com Deus. Esse meu Deus em quem creio tanto, que é Esse me mora, fala e guia, aqui dentro de mim, é Esse que está em todos os tempos, em todos os lugares e em todas as pessoas com quem convivo, momento a momento. Falei pra Ele tudo o que Ele com certeza já sabia, mas falei assim mesmo.... Falei do cansaço. Da sensação de impotência. Confessei que tinha acabado de descobrir o quanto errei a respeito de mim mesma no momento de preencher o perfil para a adoção, assumi, para Ele, o único a quem devo satisfações, que me equivoquei e que ali, naquele momento, reconhecia as minha limitações que, antes, julgava mais flexíveis, maleáveis... Falei também que devido ao cansaço, pela situação, pela longa espera, tão dolorosa, eu estava disposta a desistir da adoção de uma vez por todas, mas que eu necessitava de um sinal claro, direto, eficaz.

E então aconteceu que em um prazo de 3 dias, sonhos aconteceram, e outra hora falo deles. No terceiro dia, telefone tocou. Todo mundo que se habilitou para a adoção deseja esse telefonema com uma força inexplicável. E de forma inexplicável eu sabia que fosse como fosse, aqueles seriam meus filhos e aquele seria meu parto, simplesmente. Era dia do aniversário do marido também. Enfim, eu ACREDITEI e ACEITEI, pura e simplesmente. Já começou ali mesmo toda uma série de pensamentos, pequenas realizações, planejamentos... Quinze dias depois, os conheci e quinze dias depois de conhecê-los, fomos buscá-los.

E daí descobri que tudo o que pesquisei, li, todas as experiencias narradas por mães que passaram por adaptações parecidas, os textos e livros sobre o tema, TUDO, é muito relevante, vem a mente quando me vejo diante das situações, mas, assim, na hora que me vejo diante do desafio de resolver a situação, o que conta é só a direção interna que vem do coração mesmo...

Hoje são 33 dias com criança em casa. Criança que deseja todas as novidades dessa vida mais segura e estável, que trás suas histórias já vividas e em alguns momentos, fantasiadas. Criança que se entrega. Hoje são 33 dias de uma pessoa, a sonhadora, virando outra, mais pé no chão e sem tempo pra perder, e 33 dias também de transformações na vida de um homem que tem sabido surpreender positivamente, e constantemente. 33 dias de gente boa se conhecendo, se permitindo, se curtindo ... vivendo!!