quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Conhecer a Si Mesmo

Antes eu realmente achava que tinha sobre mim mesma todo conhecimento necessário para acertar nas escolhas e seguir contente. Isso antes, lá atrás, mas então os dias foram passando muito rapidamente, fui tomando rasteiras, demorando pra me levantar, e logo vinha outro imprevisto. Descontentamento se instalou e convidou a Insatisfação para fazer visitas diárias. E eu me percebi fraca, cansada, afundada em dúvidas, dores, lamentos, uma fase terrível mesmo: Passei a me sentir acorrentada.

Aí que a vida, esse presente surpreendente e auto-ajustável, foi sacudida de forma radical e nesse movimento onde muitas emoções foram descascadas e postas a prova foi que me dei conta da necessidade de me re-conhecer, de me resgatar, de me re-fazer mais consciente, segura.

Então procurei ajuda, inclusive, pela internet. Fiz testes de personalidade, recorri a mapas astrais, li muito sobre religiões e rituais, fui selecionando o que me fazia sentido. Descobri sites muito bons com textos para reflexões que me ajudam bastante.

E estou nesse processo bem louco de criar pra mim mesma um novo script para seguir, onde a atenção no Presente e o respeito ao coração são Lei e novos projetos realmente viáveis e sem todo o floreio romântico tão normal no meu ser tomam forma e fazem sentido a ponto da pergunta "como não pensei nisto antes" se mostrar presente.

O que tenho aprendido?
A primeira lição veio com uma palestra sobre Ego, Essência e Personalidade. Muito interessante, muito esclarecedor. Aprendi que a Deborah, em essência, é a que importa, é a que devo polir. Identifiquei "os meus Egos"... e descobri tantos pormenores sobre a minha personalidade que daria um livro.

Então passei a ler muito, percebi que o medo era uma presença frequente apesar de nem tão forte, mas a presença do medo o tempo todo me ameaçava, me travava. Aprendi que Insatisfação é um bichinho danado e guloso! Que a presença dele nos faz, hora muito exigente conosco mesmo e hora, desanimados e sem estímulos. Se a gente se exige demais, não dá conta de atingir o objetivo, e resulta na insatisfação. Se a gente desanima, e não faz o melhor que poderia, também acaba insatisfeito do mesmo jeito. Então eu meditei, chamei o "meu bichinho danado" e coloquei coleira com sininho nele, pra saber quando e como  ele se aproxima. Focada no presente e fazendo o melhor que posso, creio conseguir manter a insatisfação bem longe.

É isso, basicamente, o que tenho feito pra me re-encontrar.
1. Estar atenta no momento presente;
2. Beber água;
3. Meditar;
4. Me movimentar;
5. Nomear meus sentimentos, sensações, pensamentos;
6. Ler bastante sobre auto-conhecimento, serenidade, auto-realização, crescimento pessoal, etc;
7. Nutrir a minha Fé.

Vou relatando a evolução, como der, não crio mais expectativas ou compromissos.

Smack, Dedé.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Adoção /2013 - Fica Duda

Eu ando passando por tanta coisa que mal venho aqui. Não relato nada, ando exausta.
Tenho pensado na vida prática, sanado urgências, tentado entender os sinais... ando ausente.

Porém, o #FicaDuda, movimento de pessoas inteligentes que lutam para que a Justiça seja de fato JUSTA, e mantenham a criança, uma pequena criança, com a única família dela, verdadeira, amorosa, tem me motivado a ficar atenta, a expressar o que penso, o que sinto, o que sonho e o que vejo a respeito da adoção.

Adotar nada mais é do que receber de coração aberto. Ao longo das nossas vidas, adotamos amigos, adotamos comportamentos, adotamos lemas.... Adotamos filhos. Os adotamos quando nos descobrimos grávidas ou quando sentimos os movimentos, ou quando ouvimos o choro. Adotamos quando sentimos no coração que há uma criança para ser nossa mas que nascerá por outra barriga, uma barriga abençoada pertencente a uma mulher que por uma ou muitas razões, não pode "receber/ acolher/ adotar esse bebê no tempo certo e da forma correta para preservar a vida/ saúde/ bem estar/ amor do pequeno inocente.
A adoção nasce no coração como uma possibilidade, uma oportunidade feliz de união e crescimento, e vamos adotando nossos filhos a cada dia, a cada novo pensamento, a cada brinquedinho que vemos sem querer numa ida ao comércio, vamos adotando, amando, desejando, planejando uma pessoinha que ainda sequer conhecemos.

Essa mulher que gestou e pariu mas que não soube ou pode receber a criança de todo o coração, tem o direito de demonstrar AMOR e gratidão, permitindo que uma outra mulher, mãe-em-espera, possa ser para aquela criança a MÃE que A CRIANÇA MERECE. Isso seria prova de amor.

O fato é que o que tem que ter importância é o bem estar e os direitos da criança preservados e respeitados.

A criança nasceu e pronto, agora ela está no mundo. Precisa ser limpa, alimentada, estimulada, acarinhada, precisa de atenção, de cuidados. A quem cuide do filho que pariu porque tem por esse filho o amor mais lindo e verdadeiro: Aquele que acontece quando há o tal do "receber de coração aberto", então cuida-se porque ama-se. Há quem cuide porque é assim que tem que ser, meio que no automático, é natural, ama-se porque cuida-se e isso é lindo e faz sentido também. Há quem cuide por obrigação, somente. Há quem cuide por benefícios relacionados. Enfim, ter filho e cuidar de criança pode ter várias nuances.
Duda, a criança em questão, nasceu. Estava fora da barriga, exposta, necessitando de cuidados. Foi abrigada. Pela decisão da Justiça, ganhou uma família de verdade pra chamar de sua: Foi recebida, finalmente, de todo o coração, e essa decisão da Justiça e receptividade da família tinha o nome de Guarda Provisória para fins de ADOÇÃO.

Só que aqui no Brasil é tudo muito estranho!! Tudo é demorado demais.
O que penso e sinto sobre a adoção é o seguinte: 1. se a criança já foi parar no abrigo, o prazo máximo para que alguém da família de origem se mexa para reavê-la deve ser de 6 meses. E essa criança deveria ir, imediatamente após esses 6 meses para a adoção. 2. As visitas aos abrigos deveriam ser permitidas, lógico que com acompanhamento, claro que com toda cautela.  3. E é óbvio que as pessoas que querem adotar devem ser habilitadas através de todo um processo que comprove capacidades, mas não há necessidade de que esse processo demore mais de 1 ano e meio.

De qualquer forma, a criança não errou! Os genitores não a acolheram da forma correta no tempo certo. Caso a menina não tivesse ido para o abrigo e depois ganhado família, família esta que atendeu todos os requisitos e foi habilitada, e esperou na fila, como reza a lei que deve ser, ela não estaria congelada, esperando até que os genitores recuperassem o fôlego. A vida dela aconteceu, e a parte feliz, de estímulos e cuidados, de vínculos amorosos aconteceu com a família de verdade que ela já tem e que nunca a desamparou. Não é justo então que, por um erro da Justiça em demorar tanto nos processos e pelos erros dos genitores, a criança seja punida.

Necessito por pra fora, tudo isso fere por dentro quem deseja adotar. Amedronta quem faz tudo direito e corre esse tipo de risco no futuro. Dá descrença de que há sentido na ideia de que os direitos e bem estar das crianças devem ser respeitados.