segunda-feira, 23 de julho de 2012

Adoção - Capítulo 9.



ADOTANDO


O  meu processo de adotar a maternidade como forma insubstituível de ser feliz!!

1. Ainda criança, adotei a brincadeira de ser mãe, como a favorita. E eu fazia questão de ter, como filhos, bonecos diferentes, negros, ruivos e tortinhos, kkk.
2. Crescida (quer dizer, nem tanto assim), adotei a ideia de pensar na ideia da adoção. E adotei o hábito da pesquisa pelo tema. Adotei, junto, o gosto pelas inúmeras histórias de famílias assim.
3. Adotei a certeza de que adotaria filhos, em algum momento.
4. Adotei a capacidade de trabalhar meus preconceitos - porque sim, eu estava cheia deles - e trabalhando cada um deles, percebi que eles eram todos, frutos da minha ignorância do desconhecido. Uma vez que conheci cada um deles, me apaixonei pela DIFERENÇA. Então adotei a diferença como favoritismo em quase tudo na vida! "é diferente: quero conhecer/ provar/ experimentar".
5. Adotei coragem de falar, logo no primeiro encontro, que adotar filhos era decisão sem volta. Adotei a aceitação temida do rapaz a minha frente.
6. Adotei o impulso de ligar na Vara da Infância e seguir o protocolo. Adotei o título de "pretendente". Adotei a fama de "mulher que quer adotar", adotei comportamento de mãe.
7. Adotei a decisão de dizer pra Deus me mandar os filhos que tivesse pra mim:
Filho que queira mãe e pai. Filho que vai ser feliz com a nossa família do jeito que é, mãe e pai com defeitos, igual qualquer ser humano, mãe e pai que tem problemas de adulto e tempo escasso, mãe e pai que choram e ficam bravos também, igualzinho todo mundo. Filho que queira ser filho. Adotei esse papo-sério-e-franco com Deus, como diretriz.
8. Adotei o sopro de Deus, cá no ouvido, que dizia sobre criança maiorzinha, e irmãos, e essa coisa toda, como sinal importante para encontrar o tal filho que quer família, tanto quanto essa família o quer!
9. Adotei as palavras "sei de um casal, mas são grandes, 11 e 8, muito unidos, etc e tal", como um divisor de águas!
10. Adotei a reflexão como melhor caminho. Matutei. Que tipo de mãe consigo ser para um bebê, neste momento? E para crianças de 5? Seria boa mãe para meninos de 8 e 11? Saberia atravessar a pré-adolescência assim, a queima-roupa? Como seria nossa adaptação? Eles já viveram muitas coisas, como seria nosso diálogo? O que eles esperam de mãe, pai, adoção, família? Precisava conhecê-los!
11. Adotei o amor forte e fiel como instrumento para tocar o coração do futuro pai. Cheguei com jeito. Expus a conclusão da minha reflexão com clareza. Decidimos ver os rostinhos. E fomos!
12. Adotei o chá de maracujá com maçã como ferramenta fundamental para o controle dos meus sentidos. E fomos lá na casinha bonita, ver filha e filho, que, aqui dentro, já estão presentes.
13. Eu e ele também, adotamos a escolha de nos desarmar de pré julgamentos, apenas conhecê-los. Gostamos da energia, das vozes, dos brilhos nos olhos, dos gostos deles, da letrinha dela, da infância, latente e querendo acontecer antes que a pré aborrecencia chegue.
14. Adotamos a decisão de convivermos mais de perto, e isso é lindo, lindo!!
15. Há, lá por meados de Dezembro, crente de que estávamos esperando a Emília, Criei página no Facebook: https://www.facebook.com/pages/Enquanto-espero-Voc%C3%AA/232919470110010!!! E com a não veracidade dessa coisa linda, adotamos, em conjunto, a decisão!